sábado, 30 de março de 2013

Momentos épicos 2 - Oh Yeah!

Para ver os três momentos mais Oh Yeah da série, clique em mais informações.

(Atenção, você precisa ter lido o livro 6 pra ler as letras em azul!)
Naquela parte em que Isabel quer as dicas de Amy ou a joga no mar...

Isabel virou-se impaciente para Ian, e Amy viu alguma coisa com o canto do olho. Um grupo de manchas coloridas no céu acima do ombro de Isabel. Laranja, roxo. rosa: parapentes listrados sobrevoando a praia.
O parapente vermelho e laranja avançava mais rápido que os outros. Cortou o céu com agilidade, fazendo um grande círculo sobre a água. Amy percebeu que ele estava pegando correntes de vento, chegando cada vez mais perto da lancha. Ela viu um para de robustas pernas brancas dependuradas. Mãos carnudas nos controles.
Hamilton!
Amy não fez nenhum gesto que indicasse o que estava prestes a se abater sobre eles. Isabel mandou Ian se apressar. As barbatanas dos tubarões cercavam o barco.
Amy ficou tensa quando Hamilton pegou uma corrente descendente. Ele tapou o sol por um instante. Isabel olhou pra cima, protegendo os olhos com a mão, enquanto ele descia depressa.
- Vamos! - Ele gritou para Amy. Ela pulou em cima do banco com almofadas e agarrou os tornozelos dele.
- Uhu! - Hamilton gritou enquanto Amy recolhia as pernas e segurava firme.
Isabel deu um grito de fúria e tentou agarrar as pernas de Amy. Hamilton manobrou o parapente para longe. Deu uma guinada para a esquerda, e Isabel pulou e agarrou o vazio. Ao mesmo tempo Amy deu um chute violento no balde. Ele virou, derramando tripas e sangue de peixe por todo o convés. Isabel escorregou e caiu bem em cima da meleca. Sangue e tripas sujaram seu tênis imaculados e sua calça branca. Ela deu um grito.
Oh yeah!!!

(Atenção, você precisa ter lido o livro 7 para ler as letras em marrom)
Quando o Alistair Oh estava sendo levado algemado na van da polícia dirigida pelo seu tio Bae Oh acusado por matar Irina Spasky...

- Eu... nunca... vou... 
- Cuidado com a pressão, meu filho - disse Bae - Seus anos como magnata falido da indústria alimentícia castigaram seu corpo. Burritos de queijo em excesso enfraquecem o coração.
Alistair fechou os olhos por um breve instante e lembrou de uma coisa que seu pai havia dito, uma frase que ele nunca havia entendido quando criança: Silêncio é força. Ele respirou fundo e depois olhou com calma para Bae Oh.
- E então? - perguntou Bae.
Alistair de repente caiu para trás no assento. Ele teve uma convulsão e depois outra. Lutou para respirar, debatendo-se como um louco, puxando o braço algemado do policial.
O carro agora estavba dando uma guinada, em direção à beira da estrada. Os pneus cantaram. Enquanto o policial no banco de trás tentava imobilizar Alistair, o motorista dava meia-volta.
- Continue! - gritou Bae. - Não temos tempo!
- AGGHH... GLLLLURGHHHH! - Alistair cuspiu. Sacudindo violentamente o tronco, ele sentiu a sua cabeça bater no teto e depois desabou, inerte, no banco de trás.
[...]
- Ttttiii... Ti... Tio... - chamava Alistair.
O motorista estava ajoelhado sobre Alistair, falando em tom de urgência num celular enquanto tentava imobilizar o sobrinho de Bae. O policial que estava preso a Alistair mexia as chaves das algemas.
- Por misericórdia, homem, faça alguma coisa! - gritou Bae.
Alistair ergueu suas mãos trêmulas. Estava engasgando, seu corpo se retorcia. Vê-lo daquele jeito deixou Bae chocado. Alistair sempre tinha se portado com dignidade. Tinha sobrevivido a explosões mortais e enormes desabamentos sem desarrumar um fio de cabelo.
Era irônico pensar que ele seria vencido pelo próprio coração.
E nada do que se orgulhar, pensou Bae, nada além de uma vida jogada no lixo. A faculdade, os negócios e agora a saúde: Alistair fracassou em tudo. Se ao menos não tivesse sido tão mole. Tão ignorante no uso de poder. Tão disposto a por os outros em primeiro lugar. "A faculdade tem uma competição desnecessária tio..." "Quero ter minha própria empresa para alimentar as pessoas a preços razoáveis, tio..." A esta altura, ele podia ter virado alguma coisa no clã Ekaterina. Em vez de ser um problema constante.
Ah, enfim, pensou Bae, observando a vida se esvalir de Alistair. Muitas vezes os problemas têm soluções inesperadas.
O policial finalmente abriu a algema. Quando ela caiu, o braço de Alistair despencou no leito da estrada com um baque forte. Os policiais ficaram perplexos.
- Mati? - um deles perguntou em voz baixa.
Morto, traduziu Bae em silêncio.
Ele se escorou na van da polícia. Os olhos de Alistair estavam abertos e imóveis. Olhos acusadores. Em repouso, ele parecia com o pai.
- Gordon... - sussurrou Bae.
Pare. Não é o Gordon. É o menino.
Lutando para ficar de pé, Bae avançou mais para dentro do acostamento, afastando-se do barulho do trânsito. Apoiado na bengala, falou em seu celular.
- Alô... estou ligando para comunicar a morte natural de Alistair Oh...
- AAAAAGHHHH! - Ao som do grito de um policial, Bae voltou correndo para o veículo.
Bae parou de repente, soltando o telefone e a bengala.
Os dois policiais estavam estirados no chão, contorcendo-se de dor. Alistair Oh estava de pé entre eles, limpando a poeira da roupa. Virou-se para Bae, acenou alegremente com a cabeça, depois recolheu a bengala de Bae do chão.
- Você deixou cair isso, tio?
Bae estendeu a mão.
- Mas... mas você não estava...
- Posso ter sido expulso de Harvard, mas tirei nota máxima em artes dramáticas - disse Alistair ...
Oh yeah!!!

(Atenção, você precisa ter lido o livro 8 para ler as letras em roxo)
Quando Dan estava separado de Amy e Nellie, na China, com Jonah e sua família...

... Cora Wizard - E não tenho palavras para descrever minha alegria por finalmente conhecer o neto de Grace. [...] Você e sua irmã são o orgulho da família. Todo mundo está comentando como vocês estão se dando bem na busca pelas pistas. E nós finalmente entendemos o motivo.
Dan esperou. Do que ela estava falando?
- Durante todas estas semanas, vocês ficaram se perguntado qual clã dos Cahill pertencem. Bom, o mistério acabou. Nosso departamento de genealogia provou de uma vez por todas que você e sua irmã são Janus. Bem-vindos ao nosso clã!
O marido dela aplaudiu e até Jonah abriu um sorriso.
- Que maneiro, primo. Eu sabia que você tinha o dom.
Dan concordou com um aceno fraco de cabeça. Janus? Mas aquilo era impossível! Ele sabia muito bem qual era o seu clã. Teria dado qualquer coisa para mudar aquela verdade terrível, porém apenas desejar uma coisa não a tornava realidade.
Por que Cora Wizard estava mentindo para ele? Não que a enganação o incomodasse. Ele esperava aquilo de qualquer Cahill. Mas por que aquela mentira? Será que ela estava tentando recrutar os irmãos Cahill para dar um impulso para os Janus na conquista das 39 pistas? Aquela mulher tinha sob seu comando mestres de wushu, esgrimistas e atiradores de elite. Podia pegar o telefone e trazer Steven Spielberg, Justin Timberlake e metade de Hollywood num avião para a China. Para que ela precisava de Amy e Dan? Será que eles eram mesmo tão bons? Metade do tempo, eles sentiam que estavam atolados até o pescoço, brigando por mesquinharias porque a situação deles era terrível demais. Pais mortos, avó morta, fugitivos do Serviço Social americano; e agora sua única vantagem, a força de equipe, tinha sido tirada deles.
- Bom, e então? - instigou Cora. - Você não tem nada a dizer?
Ele ficou olhando fixamente para ela, hipnotizado como uma mosca condenada diante de uma aranha. Desviou o rosto daqueles olhos negros ardentes e se pôs a contemplar o pingente do colar de Cora.
Estranho... Aquilo de algum modo lhe parecia familiar. Mas não fazia sentido. Era a primeira vez que ele via a mãe de Jonah.
Quando a lembrança distante voltou, atingiu-o feito o golpe de um martelo, e ele chegou a cambalear com o impacto. Ele tinha só quatro anos, porém nunca se esqueceria. A escultura de metal, um dos poucos objetos que havia sobrevivido ao incêndio. A obra de arte grampeada, a que continha o aparelho de escuta.
O colar de Cora é uma réplica em miniatura daquela escultura!
A escultura tinha vindo de cora, projetada pessoalmente por ela! Ela devia ter dito que era um presente. E o tempo todo se tratara de um truque para espionar os pais dele, parte de um ciclo crescente de espionagem e coerção que terminaria com o incêndio que havia devorado Hope e Arthur e deixando órfãos seus dois filhos.
Não, Cora não tinha armado aquele incêndio. Mas só porque Isabel Kabra havia chegado primeiro. Eles eram todos culpados, todos aqueles Cahill que deixaram sua ambição cega e sua sede de poder alimentar o trem desgovernado que é a busca pelas 39 pistas. Foi a cobiça implacável, tanto quanto o fósforo aceso que tinha matado os pais dele.
Quando Dan finalmente conseguiu falar, sua voz era de um garoto muito mais alto e mais velho, como se ele tivesse envelhecido dez anos nos últimos dez segundos. Ele estivera cego antes, mas agora tudo parecia claro como o dia. O pai de Jonah nunca tentara encontrar Amy. Os dois vinham mantendo Dan como prisioneiro, usando-o como marionete. E agora aparecia aquela mulher horrível que tinha participado do confronto que levara seus pais à morte. E ela tinha a audácia de lhe dar às boas-vindas em nome da sua venenosa família.
- Janus? - ele cuspiu num tom de desprezo. - Eu não sou Janus! Sei exatamente de que clã eu sou!
Intempestivo, Dan correu até o elevador aberto e se virou para dar uma última olhada. Ele estava tão emocionado que acabou dizendo antes que conseguisse evitar:
- Eu sou um Madrigal!
A última coisa que ele viu antes de as portas fecharem foi a família real dos Janus paralizada e atônita, de queixo caído.
Oh yeah!!!

Eu adorei o último Oh yeah! É isso que eu estava pensando pro Dan dizer e ele fez isso! Ri litros!

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